
Universos 'psicológicos' paralelos
26/07/2008Certo ou errado, afinal de contas quem está com a razão? Quem tem a fórmula definitiva, que possibilitará a realização da plena felicidade?
Nos deparamos com um extenso cardápio de propostas que sugerem vias ’seguras’ para a realização pessoal. Junto com esta lista recebemos uma outra com modelos prontos de felicidade. “Ser feliz é isso, ser feliz é aquilo etc. etc.
Claro que não podemos desconsiderar a máxima cristão de ‘não desejar ao outro aquilo que não desejamos para nós’. Mesmo sendo esta uma boa dica, ainda temos que avaliar se o que é bom para nós será igualmente bom para os outros e vice-versa… Nossa! Que encruzilhada!
Alguns sábios nos revelam que uma verdade nunca é absoluta. Que tudo o que é considerado verdadeiro, pode – de alguma forma – ser comprovado como falso. É por isso que os dogmas e paradigmas tornaram-se usuais. Eles delineiam uma série de critérios e procedimentos ’seguros’ para o ‘bem viver’. Neste caso, não precisamos pensar. Ou nos enquadramos ou somos segregados. Não adianta questionar! não existe escolha!
Acontece que a relatividade abre um leque de infindáveis possibilidades para aquilo que se define como normalidade. Assim sendo, para aqueles decidem contestar o valor e eficácia dos modelos reinantes, miríades de possibilidades se abrem, ampliando consequentemente o espectro da normalidade.
Nosso grande desfio passa a ser este: ter coragem de mergulhar livremente nas diferentes formas de expressão da individualidade, sem juízo de valores. Esta é a única forma de avaliarmos se as nossas escolhas, se as nossas crenças, realmente, nos dizem respeito. Quando nos abrimos para universos psicológicos paralelos novas possibilidades de expressão da individualidade se abrem, tornando a vida mais plena de significado.
Amir Ashtaran
